E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

domingo, 20 de maio de 2012

Ikemen Desu Ne

Ikemen Desu Ne (algo como "Eles são lindos, né?" Andrezza, por favor me corrija se eu estiver errada) é um j-drama de 2011. Farei algo que nunca fiz com um dorama: postarei a "ficha técnica" aqui. Tirada diretamente do DramaWiki e traduzido por mim. 

Título: 美男ですね
Título romanizado: Ikemen Desu Ne
Formato: Renzoku
Gênero: Drama
Episódios: 11
Audiência: 9.94%
Canal de tranmissão: TBS
Período: 2011-Jul-15 to 2011-Sep-23
Horário: Sexta-feira, 22h
Música-tema: Everybody Go de Kis-My-Ft2
Programa de TV relacionado: You're Beautiful 


Takimoto Miori é Sakuraba Mio (Male) / Sakuraba Miko (Female)
Tamamori Yuta é Katsuragi Ren
Fujigaya Taisuke é Fujishiro Shu
Yaotome Hikaru é Hongo Yuki

Na verdade, traduzir essas coisinhas do inglês nem foi tão impossível assim, hihi. Enfim... continuando~ 

Basicamente, conta a história de uma garota que se finge de garoto. O primeiro e único dorama que vi com essa temática foi "Hanazakari No Kimitachi e", no qual uma japonesa que mora nos EUA vai pro Japão para estudar numa escola para meninos, atrás de seu ídolo do esporte. Esse ídolo é representado pelo maravilhoso Oguri Shun! HanaKimi é muito bom, vale a pena! Bom, mas esse post é sobre Ikemen e não posso fugir do foco. 

Então, desta feita, a garota é uma noviça e tem um irmão gêmeo, que sonha em ser uma estrela da música. os irmãos são gêmeos idênticos, só diferenciando no fato de que são de sexos diferentes, até a fisionomia e a altura são muito iguais. Ambos são órfãos desde pequenos, e foram criados num orfanato. Enquanto a Miko decidiu ser freira, Mio, por sua vez, acreditava que se ficasse famoso como cantor a mãe deles os alcançariam.

Mas, tragicamente, sem nem vermos Mio, ficamos sabendo, logo no começo da trama, que ele precisará operar o nariz e sua cirurgia será realizada nos EUA, mas ele já fechou contrato com uma "agência de talentos", precursora do famoso grupo A.N.JELL, formado por três garotos, Ren, Shu e Yuki, três beldades. Então, o "manager" do grupo, para não entrar em atrito direto com seu superior, vai atrás de Miko e a convence a se tornar Mio, ao menos até este voltar dos EUA.  A princípio, nenhum dos três sabe que Mio, o novo integrante, é na verdade a irmã dele, mas com o tempo eles vão "se dando conta", e aos poucos a história se desenrola e vira um verdadeiro romance que vale muito a pena ser visto! 

Ikemen foi o primeiro dorama que vi com o Fujigaya Taisuke, ou Taipi para os mais íntimos, e seu companheiro Tamamori Yuta, ambos da boyband japonesa Kis My Ft-2.


Taipi
Tama
Eu poderia dizer que já estou meio totalmente apaixonada pelo Taipi e a meio caminho de me tornar fã do Kis My. A música do dorama é deles, e é ótima! Bom, achei o PV aqui, vale a pena ver, mas sugiro também que, se houver interesse por parte de alguém, no link sobre o grupo que mandei, eles disponibilizam a discografia completa, e também sempre temos a opção de comprar o CD original do Japão, que para pobres brasileiros mortais, fica meio caro. Como eu comprei o DVD do Arashi recentemente, e pretendo fazer alguns passeios nas férias da facul, não posso gastar mais, pois meu dinheiro é pouco. 

Bom, o que posso dizer do dorama em si? Só que é MUITO BOM!!!! Realmente vale a pena assisti-lo. Ele é a versão japonesa do original coreano You're Beautiful, que ainda não vi, mas dizem que é muito bom também. Ikemen Desu Ne, com certeza, já conquistou seu lugar especial em meu coração. 

Agora, as relações que sempre acabo fazendo, hihi. Primeiro, logo que vi a Miko fingindo ser Mio, pensei logo na Mizuki da HanaKimi.


E não podia faltar~ a relação com meu dorama favorito né? Isso mesmo, eu consegui ver Hanadan em Ikemen. 

Para mim, o Shu ocupa o papel/lugar do Rui. Ele é o mais cavalheiro, o mais gentil, e o primeiro a "se aproximar/apaixonar" por Miko, e mesmo descobrindo seu segredo, logo no primeiro/segundo episódio, o mantém fielmente, para não prejudicá-la. 

E o Ren é o mini Tsukasa. Tão egoísta, arrogante e prepotente quanto, só não tão rico e nem tão lindo, embora seja bem bonito.


Pois é, pois é, pois é... eu até queria escrever mais, mas com as correrias do dia a dia, as ideias que tive e que não pude escrever imediatamente, acabaram fugindo de minha mente, mas futuramente eu volto aqui pra falar um pouco mais de Ikemen e, claro, Kis My!


Beijos!~

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Boys Before Flowers~ e um pouco de tudo

Pois é, domingo passado eu só tinha visto 03 dos 25 episódios, né? Perfeito, vi em maratona nessa semana, cheguei a ver mais de cinco por dia... foi uma verdadeira várzea, o que o vício não faz com uma pessoa?? hihi. E assim, terminei ontem e vim aqui "resenhar", como falei no post anterior.  Mas, na verdade verdadeira, meu intuito é muito mais que uma resenha simples... é bem possível que esse artigo se torne uma coisa imensa... porque o que tenho em mente é muita coisa mesmo!

Quem já ouviu falar de Hana Yori Dango, Boys Over Flowers, Meteor Garden, Meteor Shower e tudo mais, deve ao menos ter uma noção do que estou falando. Tem um vídeo lindo que vou mostrar pra vocês, com as versões juntas... mas só vi até hoje o anime (razoável), a versão japonesa (a melhor) e a coreana (a boa - que vai no título do post), mas ainda tem a versão taiwanesa, que já tentei ver duas vezes mas é muito chata e a versão chinesa, que não quero ver.


Assim, farei um resumo rápido, já que de Hanadan já falei uma vez. A história geral gira em torno da Makino Tsukishi, a protagonista do mangá escrito por Yoko Kamio. Em BBF, essa protagonista leva o nome de Geum Jan Di. Aliás, em cada versão, os nomes dos personagens são modificados, sendo mantidos do original em mangá, somente no anime e na versão japonesa.

Makino é uma garota pobre que vai estudar numa escola para ricos no Japão. Em cada versão é por um motivo, mas de qualquer forma foi com muito esforço e dedicação que Makino conseguiu ingressar nessa escola, onde seus pais acreditam que ela encontrará um "bom partido" e passando por muitas privações, conseguem que a filha se mantenha no colégio.

Lá, ela encontra o F4, um grupo de quatro rapazes, os mais ricos e arrongantes da escola, que mantém alunos e professores sob seu domínio. De uma forma completamente inesperada e surpreendente, ela acaba se tornando amiga dos quatro, e dois deles acabam por se apaixonar por ela.

Para mim, mesmo que a versão taiwanesa, em partes, seja mais fiel ao mangá, e a coreana também, eu ainda prefiro a versão japonesa. O anime é muito bom, vale a pena conferir, mas por ser de 1996/1997, é bem diferente dos animes atuais, pois é antigo. Contudo, como o anime foi concluído antes de ser lançado os últimos volumes do mangá, seu final é meio tosco. Sinceramente, só aqueles últimos capítulos já me fizeram detestar o anime todo. Não li o mangá, não foi publicado no Brasil (tenho esperanças de que ainda seja), mas aqui é possível encontrar traduzido até o volume 26, de 36 no total (o site ainda lança). E Boys Before Flowers... bom, vou falar agora.

Eles apelaram em algumas partes. No último episódio principalmente. O que é aquilo afinal?? [spoilers] A Geum Jan Di quase se mata afogada na piscina pra tentar fazer com que o Joon Pyo - no mangá, Doumyouji, líder do F4 e com quem a Makino fica no final - se lembre dela. Não, a Makino não faria isso.

Sem contar que o pobre do Ji Hoo (Hanazawa Rui no mangá - melhor amigo do Doumyouji, primeiro amor de Makino, também se apaixona por ela ) sofre demais, tadinho!!! O personagem sofre, mas nem tanto, em Hana Yori Dango, a versão japonesa. [spoiler] E aquele avô que nunca existiu na história original? Muito bem bolado... mas fizeram o pobre do Ji Hoo perder os pais de acidente de carro na infância, ser abandonado pelo avô, chorar litros d'água pra só com 20 anos pra mais reencontrá-lo.


E, em oposição à minha amiga Tamara, que citei no post anterior, prefiro o F4 da versão japonesa. Aqui vai uma fanart com cada um nas três versões que já vi (anime, corena e japonesa):

Em ordem, de cima para baixo: Doumyouji Tsukasa e Gu Joon Pyo; Hanazawa Rui e Yoon Ji Hoo; Nishikado Soujirou e So Yi Jung; Mimasaka Akira e Song Woo Bin.

No quesito beleza, Yi Jung e Woo Bin ganham, mas no todo, prefiro mesmo o F4 japonês. O Doumyouji é interpretado pelo lindo maravilhoso Matsumoto Jun, e nem preciso falar o quanto eu o amo e admiro, né~ e o Rui é interpretado pelo Oguri Shun, que eu também admiro muito, já vi muitos doramas dele. E, mesmo o Yi Jung sendo mais bonito que o Soujirou e o Woo Bin sendo mais bonito que o Akira, eu sempre associarei o Sojirou ao ator Matsuda Shouta e o Akira ao Abe Tsuyoshi.

Abe Tsuyoshi
Matsuda Shouta
Descobri ontem que o ator que interpreta o Ji Hoo é cantor e tem até um "site oficial" no Brasil. É muito capaz que amanhã ou depois eu comece a ouvir coisas dele e passe a admirá-lo, mas ainda assim fico com o Oguri Shun como ator.

Oguri Shun
Hyun Joong (Ji Hoo)

Mas, voltando a BBF~ o Ji Hoo sofre demais, por amor da Jan Di, e o ator consegue passar um olhar de profunda tristeza maior que qualquer outro ator que já vi, com exceção do Jun interpretendo o Doumyouji na segunda temporada da Hanadan. Enquanto via, que vontade de gritar pra TV: "ninguém te quer eu quero, Ji Hoo!". Mas o que "vence" é o amor e a amizade, nem o amor ou a amizade, são os dois em comum acordo que permitem que ele abra mão da Jan Di e a "entregue de bandeja" para o seu melhor amigo, Joon Pyo.

Agora, o cumprimento de uma promessa que fiz. Mostrar poque eu sempre, sempre, sempre, em qualquer versão de adaptação do mangá, vou acabar ficando do lado da Makino e do Doumyouji (Jan Di e Joon Pyo). Mesmo eu amando demais o Rui (Ji Hoo) e tendo grande compaixão por ele, e doer muito em meu peito quando ele (Oguri ou Hyun Joong) precisa "desistir" da Makino, já que sabe que ela só será feliz ao lado do Doumyouji e o que mais importa para ele é a felicidade dela. Mesmo assim.

Já no primeiro episódio de BBF (ou Hanadan, ou o anime, ou qualquer versão), nós já sentimos que vai rolar algo entre o Ji Hoo e a Jan Di. Se Hana Yori Dango fosse uma novela brasileira, provavelmente os dois ficariam mesmo juntos no final, e a gente já saberia só de ver a primeira troca de olhares entre eles. Por isso, no caso da versão japonesa, é tão comum as pessoas que assistem ao primeiro episódio, ou ao segundo, odiarem o Doumyouji e torcerem pra Makino e o Rui ficarem juntos (não falo de BBF por não ter conhecimento de causa, já que convivo com muito mais fãs da versão japonesa). Mas, com o passar do tempo, nosso coração (comigo não foi diferente) acaba se voltando para o Doumyouji. E mesmo ainda gostando muito do Rui, acabamos torcendo para o outro casal.

E sim. Foi isso com BBF também.  No começo, eu meio que detestava deveras o Joon Pyo, mas logo vi que meu coração "gritava por ele". Claro que o Ji Hoo também amava demais a Jan Di, mas digamos que simplesmente o modelamento, o nivelamento do Joon Pyo com relação à Jan Di é muito mais significativo. Deixa eu explicar.

Desde o início, o Ji Hoo ajuda a Jan Di, desde o início ele "desce ao nível dela", e para ele não é difícil ser uma pessoa comum como ela, que era uma pessoa simples, de uma família pobre e comum. Mesmo ele sendo milionário, bilionário, trilionário ou até muito mais rico que isso, era fácil para ele "ajudá-la a limpar vidros", por exemplo. Ou seja, desde o início notei a proximidade dos dois. Como colocaram muito bem no k-drama, ele era a alma gêmea da Jan Di.

Agora, por outro lado, a "queda" do Joon Pyo foi muito maior. Ele era ainda muito mais rico que o Ji Hoo, vinha de uma família de plutocratas, foi educado para nunca se envolver com gente comum. Ver como ele se apaixona pela Jan Di e aos poucos vai descendo os degraus do seu orgulho, soberba e arrogância, é uma coisa linda! Aquele poço de egocentrismo, o "Ilustríssimo Eu", olhando para uma garota normal como a Jan Di. Em nome desse amor que nasce aos poucos e ele demora certo tempo para admitir, Joon Pyo (e o Doumyouji Tsukasa) enfrenta sua mãe. A princípio, ele não enfrenta abertamente, mas ao fim da história, é tão claro o enfrentamento que chega a reluzir.

E nisso eu também prefiro o Doumyouji da versão japonesa. Ele é "mais homem", e enfrenta mais de cara sua mãe e a sociedade. No final da segunda temporada [spoiler] ele tinha sido deserdado e não era nem mais considerado um membro da família Doumyouji e mesmo assim vai atrás da Makino.

O "lapidar" do Joon Pyo/Doumyouji é muito mais profundo que o lapidar do Ji Hoo/Rui. Posso até dizer que desde o início o Ji Hoo era um diamante lapidado, mas o Joon Pyo começa totalmente como um diamante bruto.

Não sei se consegui me fazer entender com essa alegoria à diamantes. Mas foi o melhor que consegui~ para mim, o Joon Pyo, por ser um diamente bruto, teve que enfrentar a dor e o fogo em muito maior grau que o Ji Hoo.

Outro motivo é que... bem, eu achei extremamente louvável o que o Ji Hoo/Rui fez. Tem muita gente por esse mundão que acredita que o amor eros, ligado à paixão, importa mais do que o amor phileo, que quando se ama uma mulher, ou homem, nada mais importa, e as amizades são por vezes peremptoriamente deixadas de lado. Mas o Ji Hoo soube o que de fato significa o Amor. Chegou a um ponto que nada mais no mundo importava além da felicidade da Jan Di, mesmo que ela só conseguisse ser feliz com o Joon Pyo.  Mesmo que isso significasse sua infelicidade pessoal. Sem contar que o Joon Pyo/Doumyouji era seu melhor amigo. Ele não cortaria os laços dessa profunda amizade cheia do mais puro amor, que havia entre eles, por causa de uma mulher.

Uma cena que gosto muito mesmo em Hanadan versão japonesa e que não tem em BBF é a cena [spoiler] do Doumyouji se ajoelhando perante o Rui e pedindo perdão por não ter conseguido deixar a Makino para ele.  Isso acontece na segunda temporada. O Rui entende o amigo, e vê o quanto aquela amizade é preciosa para ele.

Eu diria, por fim, que o amor da Makino, e o amor do Doumyouji, eram ambos importantes para o Rui, na mesma proporção. Por isso ele apenas desejou que os dois fossem felizes.

Ufaaa!!!! Escrevi demais dessa vez, demais mesmo!! Tenho tantas coisas a fazer... eu só poderei voltar aqui no domingo de Páscoa, e depois, só no outro mês, provavelmente. Então, dessa vez, perdoem-me, eu me empolguei. E a quem leu até aqui: MUITO OBRIGADA!!

Ahhh, não podia faltar né~
Lee Min Ho (Gu Joon Pyo)

Matsumoto Jun (Doumyouji)
Koo Hye Sun (Geum Jan Di)
Inoue Mao (Makino Tsukushi)

domingo, 1 de abril de 2012

Atualização, finally~ porque já passou da hora!

Pois é~ eu deveria escrever algo assim, que acrescentasse algo positivo ao conhecimentos dos leitores, afinal faz tempo que não faço isso. Mas acredito que, dessa vez, eu simplesmente quero contar algumas novidades, atualizar mesmo, e depois, talvez no feriado da Páscoa, talvez só em Corpus Christi ou nas férias em julho [mentira, quero voltar aqui antes e escrever algo de útil de novo logo :p]. Então, lá vamos nós!


Primeiro, a faculdade. Estou amando Jornalismo!!! Como não amei Letras em 2009 (já disse aqui que fiz um ano de Letras em 2009?). As provas bimestrais acabam terça-feira, e eu deveria estar estudando... mas nesse fim de semana, só nesse, eu decidi respirar um pouco, pois fazer as provas de Antropologia Cultural Brasileira I e Psicologia da Comunicação cansaram meu cérebro na sexta-feira e eu precisava relaxar. Enfim... mas voltando, eu realmente estou amando o curso! 






Uma coisa que nunca aconteceu em Araraquara (contei que fiz Letras em Araraquara?) está acontecendo aqui. Consegui amigos! Que dizer, lá em 2009 eu tinha relacionamentos, mas a amizade com o Matheus, por exemplo, se desenvolveu depois que voltei para Atibaia, por meio do facebook, pois enquanto estava lá, sempre fui muito fechada. 


E dessas amizades - a Larissa, a Adrina, a Karen - uma que me deixou especialmente feliz foi a Karen. Ela é cristã/protestante/evangélica como eu! Cristo é sua verdadeira religião também. Ela é de uma Igreja Batista. E... Ela gosta de k-drama e k-music (ou k-tudo, da mesma forma que eu gosto de j-tudo, mas especialmente gosto dos doramas e de Arashi). Tá, ela nunca viu um dorama japonês, assim como eu nunca vi um dorama coreano, mas só de conhecer alguém assim, do nada, na faculdade, alguém que gosta de algum tipo de cultura oriental me deixou muito feliz! Afinal, a pessoa que mora em Atibaia, uma das maiores colônias japonesas do Estado, quiçá do Brasil, nunca conheceu ninguém pessoalmente que goste de Arashi, j-dramas ou j-music e afins, ou algum tipo de cultura oriental, que é onde encaixei a Karen. Isso mesmo, euzinha nunca, NUNCA conheci ninguém que curta essas coisas. Porque né~ eu sempre fui bem na minha, introspectiva ao extremo, pouco sociável e nunca conheci nada de nada, nem ninguém.  


Quer dizer, conheci a Elô esse ano! A Elô, deixa eu explicar: é uma arashian lá do Paraná e a gente se conheceu pelo Arachikut e facebook, nunca nem tínhamos nos visto, mas em janeiro ela veio pra Campinas fazer uma visita à avó e eu fui lá passar um dia no shopping com ela. Passamos uma tarde muito divertida! A melhor do meu ano até agora!!! Ela tem 15 anos (sim, é mais nova que eu) e sua avó a acompanhou ao shopping, já que ela não conhecia a mim [eu podia ser uma pessoa má] e a Eloise não conhecia Campinas nem sabia andar sozinha por lá (tá, nem eu, mas pegar um ônibus daqui até a rodo de lá e depois outro até o shopping não é difícil). 


Mas assim~ eu conheci a Elô, passei uma única tarde com ela. Depois disso, voltei à solitária vida de não conhecer ninguém que gosta de j-tudo e Arashi, como eu. Sei que a Karen gosta de k-tudo (tudo que é da Coreia do Sul). Mas já é alguma coisa né~ pra quem não tinha nada de nada, como eu. 


Por causa da Karen, resolvi assistir a versão coreana do meu dorama favorito, Hana Yori Dango. Pois, afinal, ela tem os 16 DVDs com os 25 episódios de Boys Before Flowers, né? Uma mão na roda, porque to numa fase que não to conseguindo fazer muito download, muito menos de 25 episódios de uma vez. Sem contar que, ao fecharem o MegaUpload, muita coisa se tornou quase impossível de achar ou até mesmo se perdeu para sempre. Então, era muito difícil que eu, uma Hanadan-maníaca (?), de fato me importasse em procurar BBF pra baixar. Mas, ela disse que me emprestaria. De 25 eps, eu assisti 3 já (óooo). Então, quando acabar eu volto aqui pra resenhar, mas enfim... to vendo que terei que assistir Hana Yori Dango pela sétima vez depois, hihi.


Tá, já falei da facul, das amizades, da Karen, de BBF, da Elô... é muita coisa. Ahhhhhhh, mas isso eu tenho que falar, né??


Eu falei aqui sobre o CD Beautiful World que ganhei da tia Cleuza, meu segundo CD do Arashi. E agora, e agora??? Emily feliz demais!!!! Comprei o DVD da Tour Beautiful World!! Sim, depois de alguns meses depois do show gravado em DVD, eles finalmente abriram a pré-venda, e eu comprei! Mas só vai lançar em maio, então quando chegar eu volto aqui pra falar. Não vejo a hora de ver aqueles cinco lindos maravilhosos no meu primeiro DVD!! E o Jun... nem falo nada, ele é perfeito e paro por aqui. O resto, deduzam por si só. 















Então~ próximoooo!!! Caham caham... é o seguinte. Eu vou escrever pra uma revista!!! Eba!!!! To tão feliz. Dupla, tripla, multivezes feliz!! Por causa da minha contribuição no Hatenai Arashi (falei dele aqui), do DVD, da facul, das amizades, enfim... e tem mais! Mas, deixa eu falar da revista. É uma "publicação" online, do meu coordenador de curso, professor Osni, e amigos dele. Sem fins lucrativos, mas isso não importa, pois eu amo escrever!!!! Ele me convidou depois de ver este blog e o meu trabalho no Hatenai.  A revista é Kalango! Emily, vamos lá!!! Fighting!!


Kalango edição n° 10
  
O seguinte é... A Tamara! Ela me deixou tão feliz!! Começou aparecendo nos comentários no Hatenai, depois eu a encontrei nos comentários deste blog aqui, e então a encontrei no Arachikut e no facebook. Ela é ótima!! Já gosto muito dela, se tornou uma boa amiga à distância [ela é do Rio] e os comentários dela sempre me deixam muito satisfeita e empolgada! Tamara, muito obrigada!!


Fim de semana que vem vou atualizar novamente, e provavelmente lembrarei de mais novidades, mas se eu prolongar ainda mais esse post, ficará muito longo e ninguém lerá, hihi. Mas, se você chegou até aqui, muito obrigada! Ah, e falarei sobre a páscoa também. Afinal, a páscoa não é só ovos de chocolate né?? 


Beijos, e fiquem com Deus!!!


ps: ahhh, Ele é o maior dos motivos por eu estar/ser feliz!!!

sábado, 31 de março de 2012

Eu a Redatora, Você o Âncora - capítulo 3

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Capítulo 3: Watashi wa Sakurai Sho desu! Hajimemashite!

Eu só consegui falar mesmo com a Mayumi àquela hora, liguei para a Yukari, para a Saori e para a Karul, mas não consegui falar com elas. Pensei em tentar falar com a Thaís, mas eu sabia que ela estava muito ocupada nos últimos dias, nas vésperas de concluir seu mestrado, e tinha poucas horas de sono, então não queria acordá-la cedo bem no domingo e deixei para ligar no dia seguinte. Eu estava muito cansada, e sabia que o melhor seria ligar logo para minha mãe, para poder dormir.

Depois de afirmar e jurar de pé junto para a senhora Cristiane que eu fizera uma boa viagem e já estava no apartamento, segura, eu pude enfim tomar uma ducha e deitar. No dia seguinte, muita coisa ia acontecer, e eu estava muito ansiosa! Afinal, eu trabalharia com o Sho, um dos cinco homens que eu mais admirava. Ele era ótimo âncora, tive a oportunidade de ver algumas vezes sua apresentação no telejornal, e como cantor, dançarino e ator, ele era ótimo também. Mal podia esperar para que segunda-feira chegasse logo! Então, tratei de fechar logo os olhos e comecei a contar em voz alta, uma terapia que desenvolvia desde a infância para dormir mais rápido, e antes mesmo de alcançar o número quinze... bom, na verdade, eu nem lembro qual foi o número, mas ainda consigo me lembrar que ainda contei o doze antes de pegar no sono.

Na manhã seguinte, o despertador tocou às 6h15. Tinha arrumado o relógio do celular e o de pulso para a hora de Tóquio assim que desliguei o telefone depois da conversa com a Mayumi.

Abri a geladeira (tinha uma geladeira!), mas... que droga! Pensei comigo: Eles fizeram tudo... deviam pelo menos ter me avisado né? Que não tinha comida. Bufei e fechei a porta do frigobar (sim, era uma geladeira pequena demais, então parecia mais um frigobar de quarto de hotel). Será que tem alguma padaria por aqui?

Decidida a ir a algum lugar fazer o desjejum, mas sabedora que às 07h45 um táxi iria buscar-me, resolvi apenas tomar uma ducha gelada para despertar do sono, pois sentia como se não tivesse dormido nada.

Depois da ducha, coloquei uma roupa casual, jeans, sapatilhas azuis e uma camisa manga longa também azul, com um casado de lã bege por cima, pois o vento estava bem gélido, mas não tão frio quanto na noite anterior, pelo menos.

Era dia 11 de março e completavam-se dois anos desde o terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão em 2011 e do desastre do vazamento nuclear que se seguiu. Enquanto eu andava, na calçada, via faixas, panfletos, outdoors e ouvia uma notícia aqui e ali transmitida por alguma TV ou rádio. Ainda no Brasil, ouvi e vi muitos trabalhos desenvolvidos por esse motivo.

Graças a Deus, tinha uma padaria não muito grande logo a duas quadras. Cheguei, fiquei meio segundo olhando para a atendente tentando recordar as palavras corretas em nihongo, e fiz o pedido. Comprei também uma latinha de café (na verdade, eu queria um “café para viagem”, mas eles não tinham) e voltei para o apartamento.

Ainda faltavam quarenta minutos para o táxi chegar. Engoli o pão e o café em lata (que não gostei muito, mas dava pro gasto), escovei os dentes, arrumei todos os meus documentos para que eu pudesse me fixar no país, fazendo compras e alugando um imóvel em meu nome. Depois, sentei no sofá, com a bolsa no ombro, a papelada dentro da pasta e os pés batendo impacientemente no piso.

Ah, que nervoso!

Faltavam ainda quinze minutos e eu não aguentava mais esperar. Ainda não tinha acreditado que eu ia trabalhar no News Zero! Com o Sakurai Sho! Ainda não parecia verdade. Tudo bem que no começo eu ia trabalhar como foca, mas o professor dissera “redigir matérias para os âncoras”. O que significava que eu não fora contratada para ser apenas um foca por muito tempo. Então eu ia me esforçar e mostrar o valor do meu trabalho para poder assumir logo minha função. Mas para quem eu iria redigir, afinal?

Finalmente, ouvi o interfone tocar. E mais uma vez, para atender corretamente, tive que respirar fundo por meio segundo. Em menos de cinco minutos, estava no portão lá embaixo. Era o mesmo motorista da noite passada, que trouxera eu e Rebecca do aeroporto.

- A senhorita é amiga da senhorita Rebecca? – ele me perguntou quando eu sentei no banco de trás. – Veio à passeio? Se bem que não, eu acho. Afinal, é bem cedo né? Para fazer uma excursão ao Jornal.

- Sim, é cedo para uma excursão. Na verdade, estou indo trabalhar. Não vim passear, vim morar aqui. Sou jornalista como a Bec... senhorita Rebecca.

- Ah sim! Bom, desejo sucesso para a senhorita! Se quiser, eu posso vir buscá-la a esse horário todos os dias, já que não tenho nenhum serviço pré-agendado para antes das 08h30.

- A Rebecca disse que o prédio da NTV onde fica a central de jornalismo é fácil de achar, é perto. Talvez eu vá a pé mesmo todas as manhãs, pois agora não dá pra eu gastar tanto com táxi, entende? Acabei de chegar do Brasil e ainda nem comecei a trabalhar ou ter salário.

- Entendo – ele disse olhando para o trânsito à sua frente – Realmente não é longe, mas a pé dá uns bons vinte minutos.

O homem se calou e eu também. Nunca fui muito de ficar puxando conversa com pessoas com quem ainda não tinha certa intimidade.

O trânsito estava razoavelmente tranquilo naquela manhã de segunda-feira e chegamos pontualmente às 08h. O motorista desceu e abriu a porta para mim, que peguei o dinheiro para pagar a corrida. Rebecca esperava na entrada do prédio.  

O prédio era imenso, devia ter quinze andares ou mais. Eu nunca vira uma fotografia da central jornalística da Nippon Terebi (NTV) e fiquei espantada com o tamanho. Os estúdios de transmissão do telejornal deviam estar em um desses andares, assim como os estúdios de outros telejornais também, e toda a redação e afins.

- Bom dia, Becca! – eu disse, em português, aproximando-me dela e cumprimentando-a com um leve beijo na face, à moda brasileira.

- Ohayo, My! – ela respondeu em japonês, enfaticamente, e sorriu.

- Ah! Haaai! Não esquecerei mais. – batendo continência e sorrindo também.

Chegando à sala da chefia de redação, no 11° andar (descobri que o prédio tinha na verdade dezesseis andares e daquele para cima, pertenciam ao Jornal), um senhor talvez na faixa dos 60 anos que imaginei ser Isao-san veio em minha direção, com um meio sorriso nos lábios.

- Bom dia, senhoritas! Rebecca, esta deve ser nossa nova funcionária, né? Emiri Kommerusu, isso? Irashai, Kommerusu-san! Que você prospere aqui no Zero! Yoroshiku Onegaishimasu – curvando-se perante mim.

- Yoroshiku – curvei-me também – Por favor, cuidem de mim!

- Deixo então a Emily com o senhor, Isao-san – disse Rebecca, confirmando assim minhas suspeitas – Hoje tenho muito trabalho a fazer!

Rebecca saiu da sala, e perdeu-se em todo aquele espaço. O lugar era enorme! Ainda estava com medo do tempo que eu levaria para deixar de me perder ali dentro. Ainda bem que a sala de redação era quase em frente à saída do elevador, senão eu estava perdida!

Me senti meio deslocada, num primeiro momento Isao-san me deixou “de lado”, por assim dizer, e somente recomendou que eu me sentasse numa cadeira ao canto e esperasse por ele. Ele saiu, mas logo estava de volta e sorriu novamente para mim.

- Hoje eu vou te mostrar nossas instalações e dizer que tipo de trabalho vamos querer de você num primeiro momento. – ele disse.

- Mas... – eu cocei a cabeça, em dúvida – E os documentos que pediram para eu trazer?

- Infelizmente para nós, e felizmente para os funcionários lá, a Embaixada permanecerá fechada hoje, e todas as repartições ligadas a ela. Amanhã vemos isso.

***

O dia passou rápido e quando dei por mim, já eram 17h30. Primeiro Isao-san me apresentou a todos da Redação, e então eu fui conhecer as outras repartições do Jornal, inclusive os dois estúdios de onde era transmitido, ao vivo, o News Zero todas as noites. Conheci muita gente e descobri que a princípio, eu não seria um foca, como disse Rebecca, pelo menos não num sentido negativo, mas eu seria como uma assistente da assistente direta de Isao-san, a Fumiko-san (acho que foi o único nome que consegui gravar no primeiro dia).

17h30. Ou seja, a “cúpula” do Zero já estava fechada em reunião dando as diretrizes para a edição daquela noite. Eu ainda não tinha sido apresentada a essas personalidades que compunham o corpo de âncoras e repórteres televisivos, nenhum deles. Nem mesmo sabia se uma simples assistente da assistente como eu conhecia pessoas como “eles”.

Mas para um deles em especial eu queria ser apresentada com urgência, e esse era Sakurai Sho. Eu sabia que ele estava lá, naquela reunião a portas fechadas na sala conjugada ao estúdio principal. Queria ficar “secando” a porta da sala de reunião, cercando-a, mas a mim isso era impossível, pois eu ficava no 11° andar e os estúdios eram no 14°.

De repente, quando estava tranquilamente sentada à escrivaninha na sala conjugada à sala de Fumiko-san, Rebecca apareceu.

- Pronto, pronto, pronto! Está quase na nossa hora, Emily.

- Mas... – ouvir que já estava na hora de ir embora me desesperançou completamente de conhecer o Sho ainda naquela semana – Eu achei que a gente tivesse que ficar até a edição ser concluída.

- Não, hahaha! Emily, o que você achava? O pessoal que cuida da transmissão, que apresenta o telejornal e tudo o mais, só chega aqui 15h, e daí sim eles vão embora 1h todos os dias. Mas nós não precisamos fazer isso. Entramos às 8h, esqueceu?

- Não, mas eu achei...

- O que você achou, My?

- Eu só achei que... – nesse instante eu baixei o tom de voz, não queria que a Fumiko-san ouvisse – ia conhecer aquele pessoal lá de cima.

- Sei, o pessoal lá de cima... você quer dizer, o Sakurai, né? – olhando-me de jeito cúmplice. - Sabia que ele estava aqui?

Eu fiquei toda encabulada e desviei os olhos.

- Venha comigo. – me puxando pela mão.

***

Realmente, eu não esperava que a Becca fizesse algo assim. Nós literalmente, por alguns segundos, parecemos duas espiãs, pois do jeito que ela me puxou, eu pensei que subiríamos clandestinas para o 14°. Mas o que ela fez em seguida me surpreendeu mais ainda. Ela deu dois toques na porta do escritório de Isao-san; ele estava trancado lá dentro com alguns redatores desde o meio da tarde.

- Entre.

- Shitsurei shimasu. – pediu Rebecca, parada comigo à porta.

Espantei-me de ver que na sala só havia o senhor de 60 anos. A reunião acabara e eu nem sequer tinha notado. Que falha a minha! Precisava ser mais atenciosa dali para frente.

- Rebecca, Komerusu-san, podem entrar! Aconteceu alguma coisa?

- Não senhor. – Rebecca respondeu – É que a Emily quer...

Nesse momento, alguém deu uma leve batida na porta que estava aberta atrás de nós.

- Isao-san, konnichiwa! Shitsurei shimasu.

- Olá Sakurai-san. Entre, por favor.

- Hai! O pessoal... – e ele parou de falar, pois eu olhava estática para ele e ele voltou os olhos curiosos para mim. – Errr... o pessoal já está vindo. – Prosseguiu, olhando novamente para o chefe.

- As duas já estão de saída – Isao-san olhou para mim e Rebecca – O que desejam senhoritas? Tenho uma reunião agora com o Sakurai Sho aqui – indicando com a cabeça – e com todos de hoje à noite.

- Ano... não é nada não... – Rebecca já ia se retirando, com um leve curvar de cabeça, e me puxando pela mão – Não queremos atrapalhar o senhor. Depois falamos, não é nada grave.

- Tudo bem então, se é assim... – sorrindo para nós.

Quando já passávamos pela porta, Rebecca praticamente me arrastando atrás dela, pois eu ainda estava meio bestificada, Sho de repente virou-se para nós.

- Com licença. Não me lembro do seu rosto – me indicando com mão – Ela eu sei quem é. Rebecca Passosu, né? Trabalha na repertição de fotografia, né? E você?

- Eu? – apontei o dedo indicador em riste para mim mesmo – Me chamo Emily Kommers. Yoroshiku onegaishimasu. – me curvando - Comecei hoje aqui.

- Você não é japonesa, né?

- Não, sou brasileira como a Rebecca – olhando para a moça a meu lado. – cheguei ontem de viagem.

- Uhm. Deixa eu me apresentar também. Watashi wa Sakurai Sho desu! Hajimemashite!

- Ano... eu sei quem você é.

Ele me olhou com cara de dúvida. Eu ia falar mais, mas os outros apresentadores chegaram nesse momento. Sho olhou para mim e, com um sorriso, disse antes de fechar a porta para a reunião:

- Emiri Kommerusu, né? Com certeza me lembrarei, é um nome incomum para nós aqui. Até mais, Emiri, Rebecca. Assistam hoje à noite o Zero News! 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Porque eu preciso~

Antes de qualquer coisa... faz tempo que não apareço por aqui, né? É que... ahhh, não tem desculpa, né? Eu poderia dizer que é a faculdade, que é isso e aquilo, mas não posso ficar achando motivo para não atualizar o blog, né? De qualquer forma, mil desculpas!

Lembram  deste post? Nele, eu falei sobre um show maravilhoso, e sobre o final em especial. Um show do Arashi, né~ e comentei no post que não entendo japonês, a não ser poucas palavras, e gostaria muito se futuramente alguém legendasse a parte dos agradecimentos e Be With You. Bom, gostaria de dizer que o Hatenai Arashi completou dois meses de existência ontem, e fez este combo para comemorar. Um dos três novos projetos concluídos, adivinhem? É exatamente desse show, Time ~ Kotoba no Chikara ~ 2007. Vão lá no HA e baixem, é muito lindo! Yukari, muito obrigada mesmo!!! E Hatenai Arashi, parabéns pelos dois meses!!!!

Mas não é só disso que vim falar hoje. Sim, o título expressa bem o que quero dizer... eu realmente preciso. De mais tempo com Deus, de mais louvor e adoração, de mais oração e estudo da Palavra. E preciso de tempo para tudo também... porque as 24 horas do dia parece que ultimamente têm fugido de minhas mãos. Às vezes, eu preferia estar trabalhando, por mais que eu goste de ficar em casa. Assim, o tempo passaria de forma diferente (?).

Tá vendo? Nem terminar o post de maneira decente eu posso. Afinal, vejam que horas são... daqui quatro minutos, tenho que parar com isso e ir escrever as redações de Língua Portuguesa à distância, da faculdade.

Bom, prometo que no fim de semana que vem eu posto aqui o terceiro capítulo da minha fic e escrevo um post mais razoável!

Até mais~

segunda-feira, 12 de março de 2012

Eu a Redatora, Você o Âncora - capítulo 2

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Capítulo 2 - Ok, serei “foca” no News Zero! Então tá, né?

Minha colação de grau e a cerimônia de formatura, com a festa depois, foi no meio de fevereiro, e no início de março de 2013 eu estava embarcando. Minha mãe fez um drama que podia muito bem virar novela mexicana, mas eu a entendo, pois nunca tinha viajado sozinha além do Estado vizinho. Quando fomos para a Europa, e depois os Estados Unidos, foi a família toda: eu, ela, meu pai e meu irmão, que é dois anos mais novo que eu. E agora eu estava indo morar sozinha num país lá do outro lado do mundo!

No dia da viagem, eu vim. Simples assim. A ex-aluna do meu professor, que se chamava Rebecca, tinha arranjado um pequeno apartamento provisório, do tal jornal onde eu ia trabalhar, até eu encontrar moradia por conta e ter condições de pagar aluguel.

Eu trouxe três malas gigantes com todas as minhas roupas e todas as minhas preciosidades: os livros, os filmes, os CDs, material de estudo, revistas, jornais e, principalmente, tudo o que eu juntara do Arashi em pouco mais de cinco anos como fã. Rebecca, sendo o único contato que eu tinha no Japão, e sabendo que eu não era assim uma exímia falante da língua japonesa, fora ao meu encontro no aeroporto me prestar o auxílio devido e se espantou com o volume de minha bagagem.

Nós tínhamos combinado como estaríamos, com que cor de roupa e tudo mais, para facilitar o reconhecimento. Durante os meses desde que o professor Elias me dera a notícia de que eu realmente iria trabalhar no Japão, nós duas trocamos diversos e-mails e nos comunicávamos por Messenger, redes sociais na internet e afins. Tínhamos nos tornado boas amigas. Então, quando nos vimos, foi como se já nos conhecêssemos.

Durante todo o trajeto até o apartamento, não trocamos sequer uma palavra em português. Além do taxista não nos entender se falássemos português, Rebecca me disse que eu precisava pegar a maior fluência possível no idioma daqui, pois isto seria muito exigido de mim no Jornal.

- Por falar nisso, qual é o nome do jornal? – perguntei - Já estou aqui, acho que você já pode me contar.

- Ah é, né? O nome é News Zero, conhece? Não, acho que não... por que uma brasileira ia...

- Sim. – interrompi. Estava estática, quando ela disse o nome do jornal, eu simplesmente congelei.

- ...querer saber de... desculpe, o que você disse?

- Sim, eu conheço – repeti.

***

Eu nunca fui uma pessoa daquelas muito sonhadoras. Quer dizer, sonhadora eu sempre fui sim, mas sempre tive os pés muito no chão sabe? Mesmo quando decidi fazer faculdade de Jornalismo, eu não pensei Ah, eu quero trabalhar no News Zero com o Sho!. Eu só pensei Ah, eu quero trabalhar num jornal e ser uma boa jornalista!.

Mas é claro que quando o professor Elias falou sobre a possibilidade (muito remota na época – primeiro ano) de eu trabalhar no Japão, é claro que por alguns segundos eu considerei trabalhar com ele, para ele, enfim, juntos. Contudo, esse pensamento não durou muito, na verdade quase não durou nada. E quando se tornou realidade e eu de fato fui trabalhar no Japão, tudo que eu menos esperava era ouvir aquilo.
   
- Ah, esqueci! – Rebecca prosseguiu – Você conhece o Arashi né? Com certeza, sabe que o Sakurai Sho é âncora do telejornal.

- Eu sei – respondi, ainda meio paralisada. O taxista continuava costurando o trânsito sem prestar atenção em nós.

- Bom, é claro que você será “foca*” – aqui ela fez sinal de aspas com os dedos – no início, mas espero que logo você possa galgar mais degraus.

- Foca?

- É. Você não sabe o que é isso?

- Bom, sei. Desculpe falar assim, mas eu pensei...

- Emily, não me leve a mal, não sou eu que faço as regras, eu só cumpro. Sou a responsável por você enquanto foca, pois fui eu que te indiquei para o Zero. Mas você vai ver... logo, logo você chega à editoria e à redação, quem sabe escreva até as matérias para os apresentadores. Quando isso acontecer, não vai mais precisar ser uma “faz-tudo” e vai poder se concentrar em redigir matérias próprias e até mesmo de outros focas que vierem depois de você.
Quando a Rebecca estava terminando de falar, o motorista foi se aproximando da guia até estacionar em frente a um prédio de quatro andares.

Ele desceu do carro e foi abrir o porta-malas, para pegar minha bagagem, enquanto eu procurava o dinheiro na bolsa, para rachar a corrida com Rebecca.   

- Aqui está. – ela entregou o dinheiro ao motorista – Por favor, espere-me aqui, e me leve para minha casa.  

- Sim senhorita.

Adentramos o prédio. O apartamento no qual eu ficaria era no terceiro andar, e como não tinha elevador, tivemos que nos virar com as malas enormes.

O apartamento tinha três cômodos, quarto, cozinha e banheiro, a sala era conjugada ao quarto, e os móveis não eram muitos, mas dava para eu me virar bem. A cama era de solteiro e ficava ao centro, um sofá de dois lugares e um pequeno guarda-roupa ocupavam as duas paredes e, na cozinha, só havia uma pia com um armário embaixo dela e uma fruteira com um balcão. Dei uma averiguada no banheiro: limpinho e perfumado.

- Uma mulher veio dar uma limpada no apartamento hoje, pois sabíamos que você chegaria.

Na mesinha de cabeceira ao lado da cama, ficava um aparelho de telefone.

- O telefone tem uma linha custeada pelo jornal. Pode usar como quiser, mas há um limite mensal e quando este for atingido, não é mais possível fazer chamadas.

- Sim, pode deixar que eu usarei o telefone do jeito certo.

- Então eu vou pra casa, Emily. Amanhã, esteja no Jornal às 8h e procure pelo Isao-san, o chefe de redação. Ele vai te dar as diretrizes, não só trabalhistas, mas para você poder fixar residência aqui.

- E como faço para chegar lá?

- Mando o táxi te buscar às 07h45. É pertinho daqui, você vai ver! Bom, boa noite! Eu vou indo, vou deixar você descansar – Rebecca olhou no relógio em seu pulso – 27 horas de viagem devem ter te deixado exausta! E também, já são quase 9h.

- É, eu realmente estou cansada! Boa noite, Becca! – falei em português.

Rebecca me olhou e sorriu.

- Estamos só nós duas aqui My, então tudo bem falar português. Mas amanhã, só nihongo, hein moça! – tocando a ponta do meu nariz com o dedo indicador.

- Pode deixar, hahaha! – eu ri – Obrigada por tudo!

- Não tem que me agradecer. O professor Elias não ia pedir emprego assim do nada para alguém que não fosse bom. Com certeza, você se dará muito bem aqui! Até amanhã!

- Até!

Eu tranquei a porta quando ela saiu. Olhei por minha vez no relógio, que ainda marcava a hora do Brasil: 8h47 da manhã. Será que a Mayumi estaria em casa?

A Mayumi era uma amiga que eu conheci nos meus primeiros meses como arashian, antes mesmo de formar vários laços de amizades com garotas arashians do Brasil inteiro e antes mesmo de eu pensar em fazer parte da equipe de um blog dedicado ao Arashi.

No terceiro toque, a Erika atendeu.

- Alô. Erika, sou eu, a Emily!

- Oi Emily! Já está no Nihon?

- Sim! A Mayumi está?

- Sim, sim, vou chamar.

Erika era sua irmã mais nova, e eu a conhecia também.

- Alô? Emily, é você? Fez boa viagem?

- Oi Mayumi! Fiz boa viagem sim.

- Você deu sorte de me achar em casa. Por acaso, recusei um convite de algumas amigas para ir fazer uma caminhada no parque. Se esqueceu do fuso-horário, é? Hahaha!

- Não, não. Liguei contando com a sorte mesmo. Você não sabe!!

- Não sei mesmo, e se você não me contar, não saberei.

- Boba – mostrei a língua para o bocal do telefone e esbocei um sorriso – Eu sei que você não sabe. Adivinha em qual jornal eu vou trabalhar!

- Qual?

- Adivinha.

- Não sou boa com isso, você sabe. Por que tenho que adivinhar?

- Ok, esquece isso sobre adivinhar. Vou trabalhar no News Zero!

- O quê? O News Zero? Aquele mesmo do Sho?

- Sim, esse mesmo!

- É sério isso? Não acredito!

- Nem eu.

- Emily, você tirou a sorte grande!

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*foca: todo jornalista recém-formado e inexperiente, em início de carreira